sábado, 9 de junho de 2018

Recording










       Recordar nada mais é do que a ação de não fazer nada no presente, mas refazer na mente o passado.

          Ou ao menos foi assim que iniciei meus questionamentos...
            O que é passado não existe mais??
              De onde vêm e o que são as memórias que sempre voltam (a maioria das vezes sem permissão)?? trazendo consigo odores sensações de frio, calor... vozes de programas de domingo...
                 Se lembranças reaparecem eu as revivo ou elas revivem autonomamente??
                      Desse modo, memórias de outros tempos seriam criaturas de universos paralelos utilizando nós, “seres conscientes”, como neurônios de um cérebro pandimensional??
                              Então... Eu não tenho certeza sobre a originalidade de minhas ações...
                                             Em um momento estou escrevendo... em outro estou abrindo a geladeira sem saber como cheguei lá..
                                                            Éh isso!! Talvez as geladeiras nos conectem a algo muito maior!!
                                                                           Talvez as geladeiras (ou a areia onde se resfriava ovos de galinha) sejam responsáveis pelo grande número de coincidências que me fazem pensar ainda mais em lembranças do passado (que do futuro é que não são.. dâhhh) e na matrix.]

                                                                                          Ou talvez seja culpa da cerveja na geladeira mexmo...
                                Acabo de notar revivi/reviveu-se meu eu criança

Nota: Recordar = Reacordar

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Interludium






Dados são dados e tudo depende dos olhos de quem vê?
Quem te garante que o ontem não é hoje se não sua percepção da realidade?
E se você descobrisse que vive em um estado de looping infinito tal estado deixaria de existir?
Somos os únicos seres pensantes em nosso planeta?
Quando você começou a ler isso já havia sentido a sensação de estar em algo maior do que sua própria consciência?
Até onde vão nossas certezas?
Quando pararemos de fazer perguntas?
O que realmente importa pra você um ás de copas ou o baralho inteiro?
Que relação há entre a última questão e a primeira?

                                          Poderia continuar por mim? Estou muito ocupado para esse ti...

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Miradouro




Reflexões sobre o tempo vêm sempre em Déjà vu.
Afinal, quem nunca se perguntou sobre o vazio?
Que vazio??
Aquele.. que está a par de tudo dentro e fora de nós e que toma cada um por inteiro quando é chegada a hora da noite eterna.
Todos tentam esquecê-lo, mas ele sempre estará lá, pesando sobre o dom da consciência.
Cobrindo-nos de frágeis e eternas distrações. De histórias que não são as nossas.
Assim pode nos fazer esquecer nossa eterna saudade das fogueiras, das poucas palavras, das pinturas sagradas, da iminente vida ou morte advinda de cada proeza ou desventura.
Outrora, vivia-se como se não houvesse amanhã. Por que de fato não havia.
Hoje, crianças precisam correr sobre a lama e sobre as rochas para não se tornarem autômatos enferrujados.
E sempre que podemos, paramos para podermos fitar com nostalgia o que resta de natureza verde e límpida.
Sem perceber, lá no fundo, a eterna e insaciável saudade dos tempos longínqüos.


Antes, tudo o que tínhamos era nosso corpo. E esse era totalmente útil.

sábado, 19 de maio de 2012

Eu Humano


Eu sou humano.

Essa é a pura verdade que há tempos não quero encarar
Vejo-me fazendo tudo aquilo que os outros fazem:
ouvir música, conversar, pensar repensar, comer, dormir, acordar...
E me incomodo profundamente por buscar, interiormente, uma individualidade utópica.
Vejo-me julgando os outros sem saber se tenho realizações somente minhas ou apenas reflexos das que observo em tudo e em todos.
Será que não existe nada original em mim?
Será por isso que minha barriga parece sempre estar vazia com um sentimento de culpa perturbador de quem comeu o que não era seu?

Afinal, nem essas palavras que me saem parecem minhas. 
E, por isso, as vomito na folha de papel que encontrei por entre a poeira, os moveis surrados e as demais quinquilharias espalhadas no chão da casa que há um mês encontrei e tomei como minha.

Fazendo isso, talvez eu consiga devolver ao menos parte de tudo aquilo que roubei durante toda a vida.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Sinapse II


Dessa vez sem dores de cabeça,
sem tortura gratuita ou malditas amarras,
o novo tratamento me tornou não um novo homem, mas algo consciente de sua energia potencial. Um ser renascido das perturbações mentais que converteram as pressões no interior da mente em um nada de incomensurável poder.
Mas os que pensam que tudo ocorreu apenas em uma alma estão enganados.
Minha mente não era apenas minha, pois havia um consciente coletivo inspirador que em todo momento modificava simultaneamente aos que padeciam com o que vos fala.
Assim, as soluções eram alcançadas e a evolução ocorria em progressão geométrica surpreendente.
Ao fim dessa ultima sessão, percebo que talvez sinta falta de todas as doses que tomei por culpa das verdades que me atormentavam no passado, mas que aos poucos me ajudaram a enxergar os grandes prazeres da vida.
Porém, apesar de tudo, ainda há muito o que aprender  com os raios que caíram em minha frente. Para que assim eu também me torne raio e possa modificar tudo ao meu modo.
No mais, o que parece ser o fim é apenas o inicio de uma trajetória de infinitas possibilidades cujas melhores serão forjadas com cada vez menos suor.



Dedicado ao Clã dos Forrageadores que sempre existirá em milhares de realidades alternativas, conquistando a tudo o que for alcançável nos domínios da Força.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Sobre Verbos Inevitáveis


Mal cheguei à cumeeira do Monte Hérmon, o sábio homem começou a falar:
Tolo! Cada um é seu próprio Deus e, assim sendo, tem o poder de transformar pensamentos em realidades possíveis.
O único problema de cada ser humano é que a maioria escolhe viver embaixo das mãos de outros homens como se isso fosse resolver os problemas da existência.
Saiba que só existe um caminho na vida, mas agora pergunto a ti forasteiro: seguirá esse caminho? Ou fará como muitos que aqui vieram e inventaram outros?

Se escolher a segunda opção para mim seria agradável inventares um que se finde com tua queda de um penhasco.
E qual seria esse caminho mestre?
            Ora! Não seja um tolo perguntador! E tire a resposta de si mesmo.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Accipe quod tuum alterique da suum


Ouço vozes ruidosas, perturbadoras, mas nelas não vejo sentido, por mais que soprem em meus ouvidos como se fossem anjos da morte sugando o ar de meus pulmões.
Mas em que eu estava pensando mesmo? Devo estar sonhando, mas sinto minha presença em flashes em algo como uma festa; pessoas cheirando a cigarro sorrindo e de repente um grito, uma correria e uma súbita dor de cabeça.
A realidade se parece com um manto de seda recobrindo todo meu corpo, meus olhos parecem não piscar. E esse luar, com essa forte luz em minha retina me pergunta coisas sobre meu passado pouco admirável sem me deixar responder.
Meus braços só podem estar atados não há como move-los por mais que eu faça força.
As vozes em minha mente... “espere” hã ??
“Puxa ele!! Aqui!! Coloque aqui!! Empurre ess...”
Agora um ronco como de motor reproduz uma gargalhada infernal que parece levar consigo a luz da Lua que subitamente parou de me questionar.
Devo estar morrendo.
Sinto um forte gosto de terra e sangue, ergo os olhos vejo o céu claro, sem nuvens; viro a cabeça sentido uma forte e anormal dor na nuca; noto que ela está sobre o asfalto enquanto meu corpo repousa sobre a perfurante areia do acostamento.
Ainda não sei como vim parar aqui, mas devo me levantar, antes que a luz suma de vez...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sem Sombra, Sem Dúvida

Se todo poeta é fingidor - como dizia o saudoso Fernando Pessoa – e se a vida é uma poesia que se escreve sem parar; então para ser poeta na vida preciso, às vezes, fingir no que sinto.

Não pra enganar a ninguém nem a mim mesmo, mas para que todo o fingimento se transforme em realidade.

Isso faz sentido quando se consegue observar que dentro de nós há um universo de sentimentos e ideias que se espancam o tempo todo querendo apenas aparecer para serem vistos e questionados, já que é dessa forma que conseguem sobreviver diante do caos.

È fingindo na vida que rapto a felicidade, onde quer que ela esteja, e a dou um gole de minha cachaça mais embriagante para que unidos possamos fazer as mais loucas loucuras sem nos importarmos com o que é certo ou errado. Afinal de contas, certeza não é sempre relativa?

Sendo assim, nunca peça para nos vestirmos de suas construções sociais. Ela e eu queremos estar sempre nus.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Quando rejeitar é sinônimo de aceitar


O sopro da escuridão de uma noite remoída em insônia me empurra uma idéia escondida nas entranhas de minha alma:
“homens são, em suma, códigos de barra como tudo o que existe e nada mais”
Não são seres abençoados ou poupados do castigo eterno de um Deus poderoso e temperamental que muda de personalidade de um testamento para o outro.
Volvo minha fronte, agora, para o sopro do universo e grito em seu ouvido.
Sei que não serei ouvido - assim como os ecossistemas naturais que gritam ainda mais forte por socorro e sabem que também não serão ouvidos. Ou como os seres fisicamente humanos que, morrendo, não querem mais gritar por estarem economizando forças somente para matarem seus últimos fantasmas e descansarem em paz.
Quantas vezes não foi somente o acaso quem se manifestou com ou sem gritaria?
Dando idéias a assassinos de voz e mãos; telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor a macacos; luz e calor a quem nem pediu, mas por fim desabrochou e deu frutos.
Esperto agora estou para as tolices humanas (espero).
Não me iludo mais com bois de cara preta ou com fundamentalistas de bela voz.
A não ser que sinta vontade de trocar minha alma por um copo de vinho ou qualquer quinquilharia dessas de brechó.
Se a liberdade existe, nada me impede...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Slow motion


Haverá sentido para quem sozinho caminha no nada?

Estranho como toneladas de entulho amontoados – restos de uma antiga civilização – podem fazer pouco e muito sentido no mesmo instante.

Eu, como mero pesquisador, contemplo tudo isso como quem sai de um velório do amigo de um amigo meu.

Termino de colher meus dados e tomo meu transporte acompanhado apenas por meus intrigantes pensamentos: “como seres com tanto potencial se extinguiram antes mesmo de sua estrela se tornar vermelha?”

“Deixaram de descobrir a maior de todas as maravilhas dos universos.”

“Perderam as forças antes mesmo de saberem tudo sobre o que vem depois d...”

Uma música alegre saúda o dia, tentando em vão me fazer esquecer minha passagem pelo universo onírico.

Sendo assim, é hora de acordar.

Tomo minha dose diária de nutrientes compactados e observo a morte que avança silenciosa depois da sombra do parapeito de minha janela.

Ao longe a visão de uma intrigante coluna de 5 metros que mais parece um contador apocalíptico sustentando em seu ápice um visor digital:

Winnipeg, 6:30 a.m., 59°C.